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Abstract
Positron emission tomography (PET) with fluorodeoxyglucose {[18F]FDG} is a technique used to identify areas of increased glycolytic metabolism, aiding in the diagnosis, staging, and follow-up of neoplastic, infectious, or inflammatory disease. In people with diabetes mellitus (DM), hyperglycemia and hyperinsulinemia alter the radiotracer biodistribution, compromising the diagnostic accuracy of this test. The absence of clear guidelines may result in inadequate patient preparation and the need to postpone or repeat the test, causing harm to the patient and the institution. This clinical practice guideline results from a review of available evidence and a multidisciplinary consensus process between the Endocrinology and Nuclear Medicine services of Unidade Local de Saúde São João, aiming to establish recommendations applicable to the Portuguese hospital context. The document includes detailed recommendations on the management of antidiabetic drugs before performing [18F]FDG PET, organized by specific clinical scenarios: 1) type 2 DM; 2) type 1 DM, including patients with continuous subcutaneous insulin infusion systems; and 3) diabetes secondary to corticosteroid therapy. In case of hyperglycemia between 200 - 350 mg/dL on the day of the test, the guideline includes the administration of insulin according to a personalized scheme, adapted to body mass index and renal function. The implementation of this guideline aims to standardize the preparation of people with diabetes for [18F]FDG PET and minimize the need to postpone or repeat tests, allowing for the optimization of hospital resource management. A tomografia por emissão de positrões (PET) com fluorodesoxiglicose {[18F]FDG} é um exame utilizado para identificar áreas de metabolismo glicolítico aumentado, auxiliando no diagnóstico, estadiamento e seguimento de patologia neoplásica, infeciosa ou inflamatória. Em pessoas com diabetes mellitus (DM), a hiperglicemia e a hiperinsulinemia alteram a biodistribuição do radiofármaco, comprometendo a precisão diagnóstica deste exame. A ausência de normas claras pode resultar na preparação inadequada do doente e necessidade de adiar ou repetir o mesmo, acarretando prejuízo para o doente e para a instituição. Este protocolo de atuação clínica resulta de uma revisão da evidência disponível e de um processo de consenso multidisciplinar entre os serviços de Endocrinologia e de Medicina Nuclear da Unidade Local de Saúde São João, visando estabelecer recomendações aplicáveis ao contexto hospitalar português. O documento inclui recomendações detalhadas sobre a gestão dos fármacos antidiabéticos previamente à realização de PET com [18F]FDG, encontrando-se organizado por cenários clínicos específicos: 1) DM tipo 2; 2) DM tipo 1, incluindo doentes com sistemas de perfusão subcutânea contínua de insulina; e 3) DM secundária a corticoterapia. No caso de hiperglicemia de 200 - 350 mg/dL no dia do exame, o protocolo contempla a administração de insulina de acordo com um esquema personalizado, adaptado ao índice de massa corporal e função renal. A implementação deste protocolo visa uniformizar a preparação de pessoas com diabetes para a realização de PET com [18F]FDG e minimizar a necessidade de adiar ou repetir exames, permitindo a otimização da gestão de recursos hospitalares.
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