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[Hesitation and vaccination: reflections and theoretical-practical challenges for COVID-19 vaccination coverage in primary care].

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Title
[Hesitation and vaccination: reflections and theoretical-practical challenges for COVID-19 vaccination coverage in primary care].
Abstract
While not a phenomenon exclusive to the COVID-19 pandemic, vaccinal hesitation became more evident during this period, directly impacting vaccination coverage and exposing tensions among science, misinformation, and public health practices. The aim of this essay is to offer a critical description of the dimensions that influence the motivation to adhere to vaccination, analyzing (1) fears related to adverse events and the safety of vaccines, (2) the role of social media in the dissemination of misinformation, and (3) gaps in health communication as a barrier to the education of the population. A paradox emerges from observational data and reports from the primary health care: although the rate of initial refusal was low, the poor adherence to booster shots reveals residual hesitation. Therefore, the right to health communication, which is understood as a practical-methodological axis, is fundamental to the realization of the right to health in the Brazilian Unified National Health System. Strategies based on critical dialogue, transparency, and social participation can enhance vaccination coverage, strengthening not only the response to critical periods of health emergencies, but also collective pacts in public health. A hesitação vacinal, embora não seja um fenômeno exclusivo da pandemia da COVID-19, tornou-se mais evidente durante esse período, impactando diretamente a cobertura vacinal e expondo tensões entre ciência, desinformação e práticas em saúde pública. Este ensaio tem como objetivo articular criticamente as dimensões que influenciam a motivação dos usuários na adesão à vacinação, analisando: (1) os receios relacionados a eventos adversos e segurança das vacinas; (2) o papel das redes sociais na disseminação de desinformação; e (3) as lacunas na comunicação em saúde como barreira à educação popular. A partir de dados observacionais e relatos da atenção primária à saúde, evidencia-se um paradoxo: embora a recusa inicial seja minoritária, a baixa adesão às doses de reforço revela uma hesitação residual. Propõe-se, então, que o direito à comunicação em saúde, entendido como um eixo prático-metodológico, é fundamental para a efetivação do direito à saúde no Sistema Único de Saúde. Conclui-se que estratégias baseadas em diálogo crítico, transparência e participação social podem potencializar a cobertura vacinal, fortalecendo não apenas a resposta a períodos críticos de emergência sanitária, mas também os pactos coletivos em saúde pública. La hesitación vacunal, aunque no es un fenómeno exclusivo de la pandemia de COVID-19, se ha hecho más evidente durante este periodo, lo que ha repercutido directamente en la cobertura vacunal y ha puesto de manifiesto las tensiones entre la ciencia, la desinformación y las prácticas de salud pública. Este ensayo tiene como objetivo articular críticamente las dimensiones que influyen en la motivación de los usuarios para adherirse a la vacunación, analizando: (1) los temores relacionados con los eventos adversos y la seguridad de las vacunas; (2) el papel de las redes sociales en la difusión de la desinformación; y (3) las lagunas en la comunicación sobre salud como barrera para la educación popular. A partir de datos observacionales e informes de la atención primaria de salud, se evidencia una paradoja: aunque el rechazo inicial es minoritario, la baja adherencia a las dosis de refuerzo revela una hesitación residual. Se propone, entonces, que el derecho a la comunicación en salud, entendido como un eje práctico-metodológico, es fundamental para la efectividad del derecho a la salud en el Sistema Único de Salud brasileño. Se concluye que las estrategias basadas en el diálogo crítico, la transparencia y la participación social pueden potenciar la cobertura vacunal, fortaleciendo no solo la respuesta a períodos críticos de emergencia sanitaria, sino también los pactos colectivos en materia de salud pública.
Categories
immunotherapy, Humans, Primary Health Care, COVID-19, Brazil, Vaccination Coverage
Published
2026-01-26

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