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[Mental Health Among Adolescents with a Migration Background: A Descriptive Study].

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Title
[Mental Health Among Adolescents with a Migration Background: A Descriptive Study].
Abstract
Migration may be associated with psychosocial challenges affecting adolescent mental health. This retrospective study described psychiatric hospitalizations of adolescents with a migration background in a child and adolescent psychiatry inpatient unit between December 2016 and June 2024. Forty-four adolescents were identified, accounting for 51 hospitalization episodes. Most patients were female (66%), with a mean age of 15.34 ± 1.47 years, and 91% were first-generation migrants. Suicidal ideation was the most frequent reason for admission (31.38%). Most admissions originated from the emergency department (84.32%), with a mean length of stay of 18.47 ± 10.62 days. At discharge, the most frequent diagnoses included depressive disorders (36.36%), trauma- and stressor-related disorders (22.73%), and schizophrenia spectrum and other psychotic disorders (13.64%). Most adolescents had no previous contact with mental health services (63.6%). These findings highlight the clinical relevance of this population and the need for early intervention strategies and improved coordination between healthcare, education and community services. A migração pode estar associada a desafios psicossociais com impacto na saúde mental durante a adolescência. Este estudo retrospetivo descreveu os internamentos psiquiátricos de adolescentes com antecedentes migratórios num serviço de pedopsiquiatria entre dezembro de 2016 e junho de 2024. Foram identificados 44 adolescentes, correspondendo a 51 episódios de internamento. A maioria era do sexo feminino (66%), com idade média de 15,34 ± 1,47 anos, e 91% eram migrantes de primeira geração. O motivo mais frequente de internamento foi a ideação suicida (31,38%). A maioria dos internamentos teve origem no serviço de urgência (84,32%), com um tempo médio de internamento de 18,47 ± 10,62 dias. À data da alta, os diagnósticos mais frequentes eram os de perturbações depressivas (36,36%), perturbações relacionadas com trauma e fatores de stress (22,73%) e perturbações do espetro da esquizofrenia e outras perturbações psicóticas (13,64%). A maioria dos adolescentes não havia tido contacto prévio com serviços de saúde mental (63,6%). Estes resultados destacam a relevância clínica desta população e a necessidade de estratégias de intervenção precoce e de articulação entre serviços de saúde, escola e comunidade.
Categories
psychiatry, Acculturation, Adolescent, Mental Disorders/epidemiology
Published
2026-05-27

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